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Rio de Janeiro

Bateria com mil ritmistas, Alcione e orquestra levantam multidão no Rio

Daniel Pinheiro/AgNews
Encontro do samba reuniu artistas, orquestra e integrantes das escolas de samba Imagem: Daniel Pinheiro/AgNews

Carolina Farias

Colaboração para o UOL

07/01/2018 00h03

Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, reuniu neste sábado (6) uma multidão que se espremeu no calçadão e areia da praia para um ver um desfile seguido de show com mil ritmistas de 13 escolas de samba do grupo especial do Carnaval. O “Encontro do Samba” ainda misturou música clássica com a batida das baterias. A Orquestra Petrobras Sinfônica, regida pelo maestro Isaac Karabtchevsky, tocou em alguns momentos do evento acompanhada pelos músicos das escolas de samba. Também subiram ao grande palco montado em frente ao Copacabana Palace Alcione, Martinho da Vila, Diogo Nogueira e a cantora pop Iza.

O evento, realizado por uma empresa contratada pela Prefeitura do Rio, começou às 19h com um desfile das baterias e alguns integrantes das escolas como passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira. As baterias subiram uma rampa e se encontraram no imenso palco, onde se juntaram à orquestra e os artistas.

Enquanto o desfile acontecia na avenida, as baterias acompanhavam 26 dos mais famosos sambas-enredo, tocados em playback, que também eram seguidos pelos intérpretes das agremiações em cima do palco, sem a carismática presença de Neguinho da Beija-Flor, que anunciou na sexta-feira (5) que não participaria do evento dizendo sempre ser “ignorado” pela prefeitura.

Depois de reunidas no palco, finalmente sem playback, as baterias tocaram separadamente e depois juntas. A mesma rampa por onde as escolas subiram após desfilar pela avenida Atlântica foi usada pelo maestro Karabtchevsky para chegar ao palco, em um momento onde foi muito aplaudido.

Apesar de ser um encontro do samba, a primeira música tocada pela orquestra foi “Assim Falava Zaratustra”, de Richard Strauss, mundialmente conhecida como parte da trilha sonora de “2001, Uma Odisseia no Espaço”, filme de Stanley Kubrick. Na sequência, os quatro artistas cantaram “Aquarela do Brasil” ao som da orquestra e de uma banda de apoio.

Daniel Pinheiro/AgNews
A bailarina Ana Botafogo, o maestro Isaac Karabtchevsky e o coreógrafo Carlinhos de Jesus Imagem: Daniel Pinheiro/AgNews

Ao longo do show, os quatro músicos cantaram sambas de sucesso e houve momentos com alguns pout-pourri de ícones do estilo como Cartola, Dona Ivone Lara e do próprio Martinho.

Um dos momentos mais belos do show foi quando a orquestra tocou o “Bolero de Ravel”. Enquanto a música era executada, o primeiro casal de porta-bandeira e mestre-sala da Portela, campeã do Carnaval 2017 juntamente com a Mocidade , Lucinha Nobre e pelo jovem Marlon Lamar, evoluíam como se estivessem na avenida, mas em movimentos que simulavam imagens em câmera lenta. Em outras apresentações dos artistas passistas, bailarinos e outros casais de mestre-sala e porta-bandeira se apresentaram.

Para acompanhar Alcione cantando “Samba do Avião”, de Tom Jobim, tocada pela orquestra, se apresentaram o coreógrafo Carlinhos de Jesus e a ex-primeira bailarina do Theatro Municipal, Ana Botafogo.

Antes do fim do espetáculo, as baterias, acompanhadas pela orquestra, com todos os intérpretes e os quatro artistas tocaram e cantaram “Eu Sou o Samba”. No fim, todos os primeiros casais de mestre-sala e porta-bandeira evoluíram no palco ao som de todas as baterias juntas, que levou a multidão ao delírio.

Daniel Pinheiro/AgNews
A cantora Iza Imagem: Daniel Pinheiro/AgNews

Quem saiu cedo de casa comemorou o show, como Rozenir Carneiro, que mora em Manaus mas está em visita à filha no Rio. “Cheguei aqui 15h30 para ficar bem perto. Adoro a Beija-Flor, até já desfilei”, comemorou.

A argentina que mora em Niterói há 32 anos, Ligia Lopez, de 78 anos, levou a irmã, Fanny Lopez, de 81, para a frente do palco, e ficaram coladas na grade. “O povo brasileiro é tão quente que não tem empecilho para fazer festa. É maravilhoso”, disse Lígia.

Para a cozinheira Marlene de Jesus, de 53 anos, o show é uma festa que tem que ser comemorada. “Muita gente não pode pagar para ver os desfiles e aqui pode ver de perto”, afirmou. Quem saiu das areias de Copacabana em êxtase foram as mineiras Viviane Badaró, de Belo Horizonte, e Karina Reis, de Barbacena. “Esse evento foi um presente. Não sabíamos. Viemos para o Réveillon e ficamos. Eu só tenho elogios para o Rio”, declarou Viviane. “Estou encantada. Foi perfeito”, acrescentou Karina.

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