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Amor de Carnaval, namoro de Vítor e Victoria cresceu junto com a Peruche

Arquivo Pessoal
Namoro de Vítor e Victoria cresceu junto com história da Peruche Imagem: Arquivo Pessoal

Soraia Gama

Colaboração para o UOL

09/01/2018 04h00

Eles se conheceram em um bloco de rua no Carnaval de 2006. Ele tocava surdo de terceira e ela era rainha-mirim do Bloco Família Santa Cruz, na zona norte da capital paulista. Vítor tinha 13 anos e Victoria 9. O nome das crianças lembrava o de uma comédia musical de 1982 com a belíssima e premiada atriz Julie Andrews – mas a vida deles nada tinha a ver com o tal roteiro cinematográfico.

A amizade dos dois durou até o Carnaval de 2013. “Eu pedi a Victoria em namoro na quarta-feira de cinzas, no dia 13 de fevereiro. Ela ia fazer 16 anos e eu tinha 19”, conta Vítor.  “Foi à luz de velas”, completa Victoria, que se diverte ao narrar a história: “Ele chegou em casa por volta das 21h e meu padrasto ficou todo animado. É que eles já se conheciam da escola. Mas o Vítor foi logo dizendo que queria me pedir em namoro. Daí o Márcio fechou a cara e, de repente, ficou tudo escuro! Acabou a energia no morro todo. Ficou um breu! A luz só voltou perto da meia-noite. Daí ficaram minha avó e meu pai (o padrasto) dando conselhos, passando sermão, ditando regras. Coisas de pai, né?”.

Como se fosse um enredo campeão, a evolução do casal foi nota 10. Com isso, contrariaram a fama de que amor de Carnaval não prospera. E apesar de estarem muito envolvidos com a escola e viverem em um ambiente que poderia causar ciúme e desentendimentos, os dois garantem que isso não acontece. “Nunca brigamos por causa de ciúme. Só é chato quando a escola tem muitos shows e a gente acaba deixando de fazer outras coisas, como ir ao cinema ou sair para jantar. E ele às vezes extrapola com a Peruche, mas procuro sempre acompanhá-lo.”

Arquivo Pessoal
O casal fantasiado durante o Carnaval de 2014 Imagem: Arquivo Pessoal

Neste ano, depois de defenderem a Filial do Samba no desfile de sexta-feira (9/2), eles estarão a poucos dias de comemorar cinco anos de namoro. É muito amor de um pelo outro e dos dois pela escola. “Depois do bloco, a Peruche é a única escola que frequentei até hoje. Eu ia com o meu pai desde que eu tinha 3 anos. Comecei a participar dos ensaios da bateria há pouco tempo.” Em relação ao namorado, a morena de cabelos crespos e olhos verdes fala pouco, mas com emoção na voz: “O Vi foi meu primeiro namorado, meu primeiro tudo”.

Com tanto tempo de quadra, Victoria já saiu dois anos tocando chocalho e neste ano vai estrear no surdo de terceira, ala comandada pelo namorado. “Eu pego no pé dela, mas ela aprende rápido. Ela toca bem!”, elogia Vítor. “Ele pega no meu pé até demais! Mas tudo bem, já que é para aprender”, diz Victoria, que também foi passista.  “Eu comecei a desfilar com 6 ou 7 anos na Ala das Crianças. Com 14 e 15 eu desfilei como passista e depois entrei na bateria”, diz ela, garantindo que o namoro não a influenciou. “Fui fazer companhia para a minha mãe, mas acabei me apaixonando pelo chocalho. Agora chegou a vez do surdo de terceira.”

Vítor toca na Rolo Compressor desde 2007 e hoje é um dos diretores de bateria: “Frequento a Peruche desde 2002. Quando ia até a quadra sempre via a Victoria com o pai dela, mas naquela época éramos só amigos. Só isso”.

Arquivo Pessoal
Vítor e Victoria desfilarão na bateria da Peruche em 2018 Imagem: Arquivo Pessoal

Para 2018 os planos de Vítor Camilo da Silva, militar da força aérea, e Victoria Cristina Rodrigues Cerqueira, bancária, são bem parecidos. “Queremos nos casar, se Deus quiser! Minha mãe diz que ‘quem casa quer casa’, então estamos olhando algumas casas para morarmos juntos. E depois faremos uma festa legal. Mas temos nossa prioridade, senão a gente gasta o dinheiro com festa e depois não sobra para a casa. Daí fica ruim, né?”, pondera Vítor.

Na opinião dos dois, a tão sonhada casa pode vir com um bônus. “Se a Peruche for campeã, melhor ainda!”, diz ele. Já Victoria pensa em aumentar a família: “Meu sonho é ter a nossa casinha e dois cachorros, se Deus quiser”, diz a “mãe” da vira-lata Meg. “Ela fica na minha casa, mas o Vítor vem em casa todos os dia, nem que seja por uma horinha. Nós a tratamos como filha, humanizamos muito... É até ruim., eu sei. Mas a Meg é nosso bebezinho. E eu sou a louca dos cachorros (risos)”.

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