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Rio de Janeiro

Chacretes criticam falta de convite para desfile em homenagem a Chacrinha

Felipe Souto Maior/AgNews
Rita Cadilac em trio elétrico no Carnaval de Recife, no ano passado Imagem: Felipe Souto Maior/AgNews

Carolina Farias

Colaboração para o UOL, no Rio

10/01/2018 04h00

"Vai para o trono ou não vai?" era um dos bordões mais famosos de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, e dá nome ao enredo da Acadêmicos da Grande Rio, escola do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Mas, se depender das chacretes, as famosas dançarinas do "Cassino do Chacrinha", a resposta ao bordão seria “não”. As bailarinas que brilharam no programa até o seu fim, em 1988, com a morte do Velho Guerreiro, queixam-se de não terem sido convidadas para participar do desfile que vai homenagear o comunicador.

As chacretes criticam o fato de a escola ter chamado somente Rita Cadillac para ser destaque no desfile.

"Seria legal um carro com as chacretes. Fizemos história ali. Estou muito triste. O Carnaval está batendo na porta e ninguém foi convidada ainda. Chacrete não foi só uma, foram várias chacretes", reclama Cristina Mattos, a Cristina Azul.

No último sábado (6) ela e outras chacretes estiveram na quadra da Grande Rio durante um ensaio, mas o convite foi feito por integrantes da escola, não por membros da diretoria.

"Nos convidaram porque gostam da gente. Subimos no palco para sambar, mas ninguém (da escola) veio ao nosso camarote. Vai ser muito triste ver a escola passar sem a gente fazer parte do desfile. Tenho três filhos e queria mostrar para eles minha história, que eu entrei na casa das pessoas todos os sábados por seis anos", afirmou Cristina.

Segundo Sandra Pivatelli, a Sandra Avião, as chacretes da segunda para a última geração do programa também não foram lembradas em outras ocasiões de homenagens ao Chacrinha, que completaria cem anos em 2017.

"É um descaso deles mesmo. Hoje em dia não temos utilidade, só na época. Fomos esquecidas, a gente finge que supera. Se for para chamar em cima da hora, só vestindo uma camisa da escola, não sei se todas concordariam e estamos unidas", disse a chacrete.

A revolta das dançarinas não é com Rita Cadillac, garante Sandra, mas com a escola e com o filho de Chacrinha, o empresário Leleco Barbosa, que foi incumbido pela escola para convidar as chacretes para o desfile.

"Estamos nos sentindo traídas. Não foi só o Chacrinha que fez história. Será que ele faria tanto sucesso sozinho? Nós complementávamos o sucesso dele. Seria o mínimo um carro, com ela (Rita) de destaque e a gente em volta", desabafou Sandra.

Mesmo aquelas que não moram mais no Rio, como é o caso de Jussara Mendes, que mora em Belo Horizonte, engrossam o coro das colegas.

"O convite deveria ser a todas que estão vivas. A escola vai ficar como um bolo sem recheio. Me perguntam na rua se vou desfilar. As pessoas querem ver as chacretes. Não importa se estão gordinhas, se já têm mais de 50 anos, as pessoas fazem questão de ver as chacretes. O Chacrinha a cabeça do programa e o corpo eram as chacretes”, afirmou a chacrete que foi apelidada pelo apresentador de Jussara Bumbum.

Mariângela Furtado diz que ainda brincou com Leleco em uma ocasião na quadra da escola sobre um possível convite às dançarinas, mas ficou sem resposta.

"Ele disse 'que não estava sabendo de nada'. Eu desfilaria com o maior prazer. Na época do programa todo ano éramos convidadas para desfilar" disse Mariângela, que não ganhou apelido do Velho Guerreiro.

Por meio de nota, a Grande Rio informou que "abriu as portas para receber nos eventos pré-carnavalescos todas as ex-chacretes que quisessem curtir e prestigiar os ensaios em Duque de Caxias, como fez Rita Cadillac".

No comunicado a agremiação afirma que caberia ao filho do homenageado fazer o convite às dançarinas. "A Grande Rio deu carta branca nesse sentido, uma vez que concedeu espaço aos principais personagens que ganharam fama no palco de um dos maiores comunicadores do país, enredo do Carnaval 2018 da escola", diz a nota.

A assessoria da escola informou que outras duas chacretes devem desfilar além de Rita, no entanto, os nomes não foram revelados. Esse número pode mudar, afirmou a comunicação.

Por meio de nota, Leleco afirmou que não tem como convidar todas as chacretes pois "foram mais de 500" em 30 anos de programas que Chacrinha teve em algumas emissoras.
 
“Entendendo perfeitamente que a revolta de algumas chacretes que até o presente momento não foram convidadas para participar desta maravilhosa homenagem. Durante todos estes anos que seu programa esteve no ar participaram mais de 500 chacretes, já pensou se todas elas fossem desfilar? Eu particularmente gostaria de ver todas elas no desfile (...). A Rita Cadilac vai desfilar representando as mais de 500 chacretes. E todas as escolas estão passando por uma dificuldade financeira enorme”, diz a nota.

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