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Blocos de rua

Feiras de Carnaval no Rio têm bolsa antirroubo e adesivo "tapa-teta"

Giovani Lettiere/UOL
As designers Kênia Felipe, Layana Thomaz e Maíra Nascimento e seus tops e bodies feministas na feira Saturnália, no Rio Imagem: Giovani Lettiere/UOL

Giovani Lettiere

Colaboração para o UOL, do Rio

13/01/2018 20h14

O Carnaval está próximo e não dá para cair na folia sem ao menos um adereço que lembre a data mais festiva do Brasil. Pensando neste filão, duas feiras de Carnaval agitaram o Rio de Janeiro neste sábado (13). Carnacópia, em Santa Teresa, na região central, e Saturnália, no Cosme Velho, na zona sul, atraíram os foliões mais descolados em busca de novidades e adereços cheios de atitude. DJs, bebidas, comidinhas e até um desfile de fantasias completaram o programa do fim de semana.

Para arrasar no desfile de blocos pela cidade, a advogada Carolina Deslandes, de 28 anos, levou para casa uma coroa-protesto contra o presidente da República com o pedido "Fora Temer" em letras garrafais. "Achei muitas coisas legais na feira e aproveitei para pegar várias ideias de adereços e fantasias e, claro, unir a folia com o protesto", festejou Carolina, que pagou R$ 40 pela coroa, e vai curtir "o maior número possível de blocos de Carnaval" fantasiada como a personagem do desenho Pocahontas, corredora jamaicana, Eva, marinheira...

A frase "Amar Sem Temer", que também remete ao presidente, vendeu todo o estoque do dia na Carnacópia: oito, a também R$ 40 cada. "Minhas peças têm o DNA de protesto, de manifestar o que a gente pensa", afirmou a designer Carol Correia, que criou também coroas que simulam seios femininos e até um útero.

O feminismo deu o tom também na Saturnália. As estilistas e designers Kênia Felipe, Maíra Nascimento e Layana Thomaz fizeram sucesso com seu maiô - de R$ 150 a R$ 350 - com mensagens como "Não, obrigada", e "Respeita as Trans". "O Carnaval é um palco político. É um momento muito bom para se fazer isso. Nossa roupa fala", comenta Layana. Já designer de moda Gabi Monteiro apostou no brilho, criando coroas com cordas e arames. "O arame se ajusta na cabeça e vendi mais as coroas com brilho, sobretudo as pretas com dourado e amarelo com laranja. Todo mundo gosta de um glitter", ponderou.

Giovani Lettiere/UOL
O casal de namorados Bianca Silveira e Thiago Silva: empreendendo com bolsa antirroubo na feira Carnacópia Imagem: Giovani Lettiere/UOL

As coroas e outros tipos de adereços de cabeça foram os mais procurados nas duas feiras. A figurinista Júlia Ayres, de 35 anos, experimentou vários em busca do ideal para usar no baile do Sarongue, evento que resgata os bailes de salão e que acontece no dia 8 de fevereiro no Clube Monte Líbano, na Lagoa, zona sul, e reúne os mais descolados da cidade. "Gosto de saber das novidades e tendências e estou ajudando também uma amiga que não veio à feira escolher um adereço de cabeça para ela", contou Júlia, que visitou a feira Saturnália - que acontece desde o ano passado - pela primeira vez.

Já a foliona mais ousada poderia escolher na Carnacópia o "tapa-teta", como era chamado o adereço adesivo todo ornado com paetês coloridos para cobrir apenas o mamilo. A bancária Rafaella Linhares, de 27 anos, adorou a ideia, a R$ 50 o par, mas não levou. "Meu marido é mais liberal do que eu. Achei perfeito para o Carnaval, mas não usaria no Rio. Aqui conheço muita gente. Só se fosse para outra cidade", explicou Rafaella, moradora de Bonsucesso, na zona norte do Rio, e que também vai encarar uma maratona de blocos durante o Carnaval.

Giovani Lettiere/UOL
Frequentadores lotam feira de Carnaval batizada de Saturnália, no Cosme Velho, no Rio Imagem: Giovani Lettiere/UOL

O ecologicamente correto também marcou presença na feira da região Central do Rio. Daniela Duarte criou "arcos alcoólicos" reaproveitando embalagens de cerveja e de catuaba em seus adereços de cabeça. "Acho importante trabalhar com reaproveitamento de materiais. Proponho um Carnaval ecológico", pregou a designer, de 36 anos.

E como os blocos de Carnaval costumam reunir uma multidão e isso atrai a atenção de ladrões e batedores de carteira, o casal de namorados Bianca Silveira e Thiago Silva resolveu empreender em bolsas antirroubo. "O zíper é para dentro, são reforçadas e também impermeáveis para resistir ao banho de cerveja que todo mundo toma no desfile dos blocos", propagandeou Bianca, que teve a ideia da bolsa (ou pochete) depois de ter sido roubada em um show dos sertanejos Jorge & Mateus no Rio. "Perdi tudo e desse roubo saiu a ideia", comentou a mais nova empreendedora da folia, que expôs na Carnacópia. A feira vai acontecer todo sábado até o Carnaval. 

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