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Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio desiste de "blocódromo" na Barra durante o Carnaval

Reprodução
Imagem aérea do Parque dos Atletas, onde seria montado o "blocódromo" Imagem: Reprodução

Carolina Farias

Colaboração para o UOL, no Rio

23/01/2018 17h06

Com a justificativa de que a ocupação hoteleira está satisfatória, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu cancelar o Arena Carnaval, criação polêmica da atual administração que chegou a receber o apelido de “blocódromo”. O espaço para a apresentação de blocos e shows durante o Carnaval, que iria atrair 40 pessoas por dia, de acordo com as previsões da Riotur, seria construído no Parque dos Atletas, entre a Barra e Jacarepaguá.

De acordo com comunicado da Riotur, o projeto foi transferido para julho deste ano para “fortalecer a agenda de eventos da cidade”.
O presidente da Riotur, Marcelo Alves, explicou, por meio da nota, que a decisão foi tomada em conjunto com a Abih-RJ (Associação de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro).

“Os números da ocupação hoteleira para o Carnaval Rio 2018 estão muito satisfatórios. Por isso, depois de muito conversar com os parceiros do projeto e com os hotéis da região da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, através da ABIH-RJ, decidimos, juntos, transferir o evento para as férias do meio do ano. A decisão é estratégica porque neste período há menos eventos na cidade e, além de criarmos uma festividade, poderemos reviver o Carnaval”, disse o presidente da Riotur no comunicado.

No entanto, no dia 11 de janeiro, durante a apresentação da estrutura do Carnaval carioca, Alves disse que um dos motivos para levar atrações para a arena era a baixa ocupação da rede de hotéis daquela região.

“Precisamos gerar um acontecimento na Barra, que tem hotéis com menor ocupação durante o Carnaval. O parque [dos Atletas] é um espaço ocioso”, afirmou na ocasião.

O investimento previsto para realização da Arena Carnaval Rio, de R$ 3 milhões, foi captado junto à iniciativa privada para produção de eventos oficiais da Riotur. De acordo com a prefeitura, esse valor será utilizado para o pagamento das despesas no período de julho, resguardando o orçamento regular da empresa de turismo. As licitações na modalidade pregão presencial que definiriam as empresas responsáveis pelo projeto durante o carnaval foram revogadas na terça-feira (23), em publicação no “Diário Oficial”.

Os eventos na Arena Carioca iriam acontecer entre os dias 10 e 14 de fevereiro, com apresentação de dois blocos por dia, além de shows, tudo com entrada gratuita. Segundo a Riotur, em julho essa programação pode mudar.
“Com a mudança de data, a programação prevista de shows, DJs, trios elétricos e desfiles de escolas de samba e blocos de rua será intensificada, tendo grande potencial para expandir o projeto Carnaval Rio 2018 para além do período de fevereiro, apresentando aos turistas e oferecendo aos cariocas uma opção gratuita de entretenimento de qualidade em um período que conta com pouca oferta de eventos de grande porte”, informa a nota da Riotur.

O cancelamento da arena durante o Carnaval foi comemorado pela Sebastiana, liga que representa 11 blocos de rua da cidade.

“Achamos ótimo! Já tínhamos nos manifestado em relação ao nosso desconforto com essa ideia. Eles devem ter avaliado. A gente entende que foi a melhor coisa. Essa arena era meio sem propósito, fora do espírito do Carnaval de rua do Rio. Não acreditamos que levaria turistas para a Barra. O turista quer ver a cidade, ter experiências com a cidade, que não acontece em uma arena fechada. É uma vitória do carnaval de rua (o cancelamento)”, disse Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.

Mesmo quando a prefeitura anunciou que não tiraria os blocos das ruas e colocaria na arena, que apenas iria promover reapresentações dos cortejos no lugar, a ideia não agradava a liga de blocos.
 

“[A arena] contraria o primordial do Carnaval de rua. Em um primeiro momento anunciou uma forma, depois de que não seria uma transferência. Nós estávamos desconfortáveis com essa ideia. Não tínhamos a certeza de que precedente esse projeto iria abrir para a cidade. Achamos a ideia perigosa”, conclui Rita.
 

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