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Minas Gerais

Sagrada Profana abre Carnaval de BH e defende direitos das mulheres

Marcus Desimoni/Nitro/UOL
O bloco Sagrada Profana abriu o Carnaval de Belo Horizonte Imagem: Marcus Desimoni/Nitro/UOL

Malu Damázio

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

27/01/2018 20h25

Uma mulher pode ser múltipla e contraditória, desde que seja livre para agir como quiser. Incentivando a força feminina e a igualdade de gênero, o bloco Sagrada Profana abriu o Carnaval de Belo Horizonte, neste sábado (27), com um desfile cheio de significado e simbolismo no bairro Santa Inês, na região Leste da capital mineira.

Ao todo, a prefeitura da capital mineira espera 3,6 milhões de foliões, sendo 180 mil turistas, nos 23 dias de duração da festa. As comemorações do Carnaval belo-horizontino ultrapassam o feriado oficial e se estendem até 18 de fevereiro.

A bateria do Sagrada Profana, que leva instrumentos de percussão e de sopro, é formada somente por mulheres. A ideia é a reforçar a importância do protagonismo feminino, explica Nara Torres, de 32 anos, regente da fanfarra. “Queremos igualdade de oportunidades e a representatividade importa. Quando vemos outras mulheres nos blocos, seja produzindo, tocando ou regendo, nos enchemos de coragem. A mulher pode e deve estar estar onde quiser e fazer o que tiver vontade”, diz.

O nome do grupo é uma alusão à dualidade feminina e também ao próprio Carnaval, que é uma festa religiosa, mas que carrega também tradições pagãs. “Dentro de cada mulher existe o sagrado, que é ser mãe, gerar uma vida, e ter um lado pudico, recatado. Mas também há o profano, com liberdade para ser ousada”, explica a produtora do bloco Ana Cecília Assis, de 33 anos.

Canções popularizadas por importantes mulheres da música brasileira, como "Maria da Vila Matilde", de Elza Soares, e "Lança Perfume", de Rita Lee, embalaram a folia durante toda a tarde. Além dos clássicos, o Sagrada Profana também trouxe ritmos dançantes e agitou o público com o funk "Vai Malandra", de Anitta, que promete ser uma das grandes apostas dos blocos no Carnaval. 

A percussionista Flávia Baltazar, de 42 anos, levou a filha, Ana Rosa, de 3, para a festa. “Quero que ela conheça essa parte da nossa cultura, que ela entenda porque a mãe está ensaiando, e que aproveite, vivencie e aprenda a gostar do Carnaval de Belô”, conta.

Marcus Desimoni/Nitro/UOL
Sagrada Profana aproveitou a folia para debater direitos das mulheres Imagem: Marcus Desimoni/Nitro/UOL

Festa no bairro

Moradores curiosos acompanharam e dançaram com o cortejo nas varandas e janelas de casa, alguns com celulares nas mãos para gravar a folia. Os mais animados aceitaram o convite dos foliões e desceram para participar da festa. Ao ver a estrutura para o desfile montada na rua em que vive, a aposentada Eulália dos Santos, de 58 anos, decidiu levar a família para conferir o bloco.

“Achei muito diferente ter um agito por aqui, no Santa Inês. É maravilhoso ter um bloco no bairro, movimenta a comunidade e a gente pode se divertir. Olha como está tudo brilhoso e chamativo”, observa. Sentado na porta de casa, o aposentado Cássio Fernando dos Reis, de 58 anos, acompanhou o início da folia e comemorou a retomada do Carnaval de rua na capital mineira.

“Sou festeiro desde a juventude. Essas iniciativas carnavalescas tinham minguado completamente em Belo Horizonte e agora estão voltando com toda a força. Quero curtir demais, principalmente porque é no bairro. É um modo alegre de confraternizarmos sem precisarmos ir ao Centro”, lembra. 

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