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Rio de Janeiro

Jesus é o rei da folia sem álcool e corpos à mostra em blocos evangélicos

Site oficial/Divulgação
A igreja Bola de Neve em 2017 fez o evento "Rei de Um Reino para Todos" Imagem: Site oficial/Divulgação

Carolina Farias

Colaboração para o UOL, no Rio

31/01/2018 04h00

Nem só de samba, suor e cerveja vive o Carnaval, mas também da palavra de Deus. É assim que blocos evangélicos pretendem arrastar foliões fiéis no Rio de Janeiro. Pela primeira vez a orla de Copacabana, na zona sul carioca, recebe esses blocos que prometem animar o público mesmo sem álcool ou fantasias ousadas.

De São Paulo, a igreja Bola de Neve vai estrear dia 12 de fevereiro, às 12h, no posto 5 de Copacabana com o chamado “Evangelismo de Carnaval”. “O conceito de Carnaval na cidade maravilhosa vai mudar”, diz uma das chamadas para a reunião no site do evento.

Além do desfile em Copacabana, com direito a bateria, a Bola de Neve também realiza um show com cantores gospel na quadra da Acadêmicos da Rocinha a partir das 17h. Para participar do evento, a igreja pede que os fiéis foliões comprem a camiseta do evento, que custa R$ 55. Mas, a recomendação vai além da camiseta.

Site oficial/Divulgação
Bola de Neve levará seu Carnaval ao Rio de Janeiro pela primeira vez Imagem: Site oficial/Divulgação

“A época de Carnaval, segundo o mundo, é marcada por um espírito de sensualismo e vulgaridade. Tenha sabedoria na hora de escolher o que vestir. Vá com roupas leves: a camisa do Evangelismo, um shorts e chinelo”, pedem os organizadores no site do evento.

Na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, o Sou Cheio de Amor, da Igreja Batista Atitude da Barra, completa cinco anos de desfile e espera reunir milhares de foliões no sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, a partir das 15h. O mesmo bloco também “desfila parado” em Copacabana, no mesmo dia que o Evangelismo, porém, às 11h.

“Antes saíamos no Recreio e este ano conseguimos autorização para sair na Barra. No pico do bloco, no Recreio, reuníamos umas 2.000 pessoas. Na Barra achamos que vai ser bem mais gente”, disse Renato Guimarães, coordenador do Impacto de Carnaval 2018, que é como a igreja considera o evento.

“As pessoas que estão na praia nós convidamos para participar. Na grande maioria das igrejas as pessoas vão para retiros e nós não, nós vamos para a rua. Isso é o impacto”, explicou Guimarães.

Com dois trios elétricos e uma bateria com 80 ritmistas – 90% deles formados em oficinas do bloco – o Sou Cheio de Amor leva para a folia deste ano o tema “Sou felicidade”, que fala de Jesus. As músicas são tocadas em ritmo de axé e também de pagode.

Além de promover a folia em nome de Jesus, membros do bloco também saem pela praia evangelizando banhistas, com a distribuição de folhetos e conversas. Também, no meio do bloco, em certos momentos pastores fazem pregações.

“Ano passado, 220 pessoas aceitaram Jesus”, conta o coordenador sobre a conversão de fiéis durante o evento.

Para participar do bloco não precisa necessariamente ser da igreja ou não. Porém, algumas regras de conduta devem ser respeitadas: nada de cerveja ou qualquer bebida alcoólica e nem roupas ou fantasias que mostrem demais.

Reprodução
Integrantes do bloco "Cheio de Amor" Imagem: Reprodução

“As pessoas entram e nos veem pulando, sambando com uma motivação que vem do Senhor. Não precisa beber e ter outros artifícios. Conseguimos transmitir essa motivação. Não há passagem na Bíblia que fala que não pode beber. Não podem é se embriagar. Dizem ‘adoro uma cervejinha’, por que não bebem a sem álcool? As pessoas gostam é da euforia que o álcool traz, mas a nossa vem do alto”, explica Guimarães.

Segundo o coordenador, os “desavisados” que entram no bloco com bebidas, logo percebem o clima e também são abordados por voluntários que lhes dão copos d’água.

“Eles olham para o lado e veem que ninguém está bebendo. Aí a equipe vem com nossa água que tem adesivo com a frase 'eu sou a fonte da vida'. Distribuímos muita água por conta do calor também”, afirmou.

O bloco também oferece o “abadeus”, como é chamado o abadá pelos fiéis, a R$ 20. Porém, nada de customização para evitar possíveis decotes para as mulheres.

“Damos o direcionamento que não customizarem o abadeus. Elas colocam paetês, fitas, mas não devem cortar para evitar decotes. Para não levar o nome de Jesus o corpo de ninguém” explicou o coordenador.

Como é comum nos blocos de Carnaval, a pegação não deve acontecer no Sou Cheio de Amor.

”O intuito de estar ali é outro, é o de louvar, não é para um conhecer alguém. Pode ser que aconteça, mas acho muito difícil”, disse Guimarães.

Em Copacabana, o bloco ficará no dia 12 na altura do posto 5. Na Barra, o cortejo sai de frente do condomínio Barramares.

Outro bloco que desfilará na zona sul é a Mocidade Dependente de Deus, da Igreja Evangélica Internacional da Zona Sul, que sai na terça-feira de Carnaval, dia 13 de fevereiro, às 14h, na praia do Flamengo, altura do número 72.

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