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Acadêmicos do Tatuapé leva alunos do Ballet Paraisópolis para desfile

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Balé de Paraisópolis na Tatuapé Imagem: Divulgação

Janaína Nunes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/02/2018 04h00

O caso de amor entre o Ballet Paraisópolis e a Acadêmicos do Tatuapé começou no ano passado após uma apresentação no dia da Consciência Negra no Teatro Municipal de São Paulo. A junção do samba com balé deu tão certo que a agremiação decidiu levar o corpo de balé ao Sambódromo do Anhembi em 2018.

Serão 35 bailarinos, 32 meninas e três meninos entre 12 e 18 anos. Nenhum deles havia desfilado numa escola de samba ou pisado antes na avenida. A Tatuapé, campeã do Carnaval de 2017, vai homenagear o estado do Maranhão e os bailarinos irão representar os artistas da que já se apresentaram no teatro municipal Artur Azevedo, de São Luís.

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David Rocha dos Santos, 11 anos, desfilará pela primeira vez no Carnaval Imagem: Divulgação

"É uma experiência nova. Desfilar não é difícil, mas dançar e cantar ao mesmo tempo é cansativo. De qualquer maneira, adorei os ensaios. Só tinha visto pela TV e da tela o sambódromo parece muito maior. Quando estivemos lá, não achei tanto", conta o baiano David Rocha dos Santos, 11 anos, um dos integrantes do balé.

Segundo a idealizadora do projeto de Paraisópolis, a coreógrafa Monica Tarragó, as crianças acharam a passarela do samba pequena porque estão empolgadas. "É uma experiência nova e como têm muito para fazer (coreografia, cantar e ficar na ponta dos pés) o tempo passa rápido. Eles estão amando. Todos os ensaios técnicos foram tarde e nenhuma criança reclamou de cansaço. Ninguém disse: 'Estou com sono'. Pelo contrário, curtiram muito. Só tenho a agradecer o convite da Tatuapé", diz a professora. Ela também desfilará pela primeira vez. "Sempre trabalhei no Carnaval. Agora, vou trabalhar e curtir".

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Integrantes do Ballet de Paraisópolis e membros da agremiação posam no Theatro Municipal de São Paulo Imagem: Divulgação

A ala encantou tanto a plateia presente no sambódromo nos ensaios que surgiram perguntas inusitadas: "Após os desfiles, as pessoas iam até a gente para saber se aquilo tudo era de verdade. Se a crianças eram reais”, diverte-se Mônica. Os bailarinos não só são reais como representam pouco mais de 15% dos alunos do projeto, criado em 2012.

O Ballet Paraisópolis possui 200 alunos, sendo que apenas seis são meninos. "Rola muito preconceito. Eu sofri muito bullying por dançar. Tive de mudar de escola porque me xingavam e me batiam. Até na família é complicado. Um primo meu vivia tirando o sarro de mim por causa do balé. Tive a ideia de chamá-lo para fazer aulas comigo. Ele fez por alguns dias, viu que era muito difícil e não aguentou. Desistiu e parou de me perturbar", conta David que está há quase quatro anos no projeto e ficou em terceiro lugar no consagrado Festival de Dança de Joinville no ano passado.

David completará 12 anos na semana no Carnaval e não está com medo de enfrentar a imensa plateia do Anhembi. "Já nos apresentamos em diversos lugares com plateia grande. Estou é ansioso. Só conhecia a Gaviões da Fiel de ouvi falar. Agora, faço parte da Tatuapé. Estou achando tudo ótimo", completa.

Se depender da Tatuapé, essa junção deve durar bons anos. "Logo nos primeiros ensaios que fizemos para a apresentação no Municipal, percebi que o balé se encaixaria muito bem na escola. O enredo já estava em desenvolvimento quando decidimos ter uma ala só com os bailarinos. Couberam perfeitamente. Acredito até que vamos até criar uma apresentação em conjunto fora do Carnaval para mantermos esse relacionamento saudável", explica Edu Santos, presidente da Tatuapé.

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Escola está empolgada em reunir balé com samba Imagem: Divulgação

Rumo ao bicampeonato?

Quando fala de um possível bicampeonato a direção é cautelosa. "Vamos dar o melhor de nós. Como viemos de um Carnaval vitorioso, a expectativa é enorme e a cobrança é gigante. A Tatuapé fará um desfile maior, melhor, mais luxuoso e mais bonito que o do ano passado", avisa Santos.

A escola não trará um dos maiores exponentes do Maranhão, a cantora Alcione, porque ela será enredo da Mocidade Alegre. "Anunciamos nossos enredos quase ao mesmo tempo. Sim, tínhamos a intenção de trazer a Marrom, claro, mas entendemos e respeitamos a Mocidade Alegre. Somos coirmãs. Ela fará uma homenagem linda a Alcione e nós ao Maranhão", finaliza.

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