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Blocos de rua

Mineiros em festa esperam 3,6 milhões no maior Carnaval de Belo Horizonte

Julia Lanari/Divulgação
Bloco Baianas Ozadas, o maior bloco de Carnaval de Belo Horizonte Imagem: Julia Lanari/Divulgação

Miguel Arcanjo Prado

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

08/02/2018 17h03

Antes um marasmo na folia, Belo Horizonte viu na última década seu Carnaval crescer de forma vertiginosa. Isso foi fruto da resistência de uma juventude com sede de festa no espaço público e que ressuscitou os blocos democráticos de rua.

Neste 2018, a Prefeitura de BH espera o maior Carnaval da história da cidade, com cerca de 3,6 milhões de foliões. Desta quantidade, a Belotur, empresa pública responsável pelo turismo na capital mineira, calcula que haja quase 200 mil turistas. 

Tanta gente vai deixar sua marca na economia. Só de ambulantes são cerca de 9,6 mil cadastrados, garantindo bebida gelada para os foliões. 

A Prefeitura de BH estima que o Carnaval 2018 movimente R$ 637 milhões, cifra 20% superior àquela registrada em 2017, quando a receita carnavalesca foi de R$ 531 milhões. 

Segundo o prefeito de BH, Alexandre Kalil, 480 blocos estão cadastrados para fazer 550 cortejos nas ruas, além de nove palcos tradicionais com shows espalhados pela cidade. 

Nesta sexta (9), a partir das 18h, como já é tradição, os blocos afros abrem a festa na praça da Estação, cartão postal belo-horizontino, com o encontro Kandandu. Aí, a festa não para mais.

Se no começo a retomada do Carnaval foi reprimida pela administração municipal anterior, agora a folia é abraçada pelo atual prefeito. 

“Quando assumi um ano atrás, disse que BH não seria mais triste, que não seria uma cidade onde não acontece nada e é isso que estamos tentando fazer", fala Kalil, fazendo coro à festa e lembrando que além dos ambulantes, donos de hotéis, restaurantes e bares estão satisfeitos com a folia. 

O presidente da Belotur, Aluizer Malab, afirma que neste ano a estrutura está maior, com mais banheiros químicos e estrutura de saúde e segurança. 

Ele reforça que este ano haverá um desfile mais impactante de blocos caricatos, na segunda (12), a partir das 18h, e escolas de samba, na terça (13) no mesmo horário. Ambos no sambódromo montado na avenida Afonso Pena, pintada pela primeira vez de branco, para realçar o brilho das fantasias e carros alegóricos. 

Na visão de Malab, Belo Horizonte está cada vez mais turística e cosmopolita. "Estamos vivendo uma enorme mudança no paradigma da cidade. Belo Horizonte se acendeu para o Brasil e para o mundo e o Carnaval é o marco desse novo capítulo de nossa história", diz. 

A força é tanta que a festa oficial vai durar praticamente um mês. A largada foi dada no último 27 de janeiro, quando o Carnaval de Belo Horizonte foi aberto. E termina só no dia 18 de fevereiro, data oficial, porque eventos carnavalescos pipocam pela capital mineira até o fim de fevereiro e, se bobear, adentram março.

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