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Rio de Janeiro

Bloco Bésame Mucho leva ritmos latinos para folia no Rio de Janeiro

Luciola Villela/UOL
Bloco Bésame Mucho arrasta foliões pelas ruas da Lapa, no Rio de Janeiro Imagem: Luciola Villela/UOL

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

09/02/2018 08h13

Na diversidade do Carnaval do Rio de Janeiro cabe tudo, e na noite de quinta-feira (8) foi a vez da latinidade ganhar as ruas da Lapa até a praça Tiradentes, na região central da cidade. Há seis carnavais o Bésame  Mucho, bloco não oficial formado principalmente por estrangeiros da América Latina, leva para a festa ritmos hispânicos com pitadas do suingue brasileiro.

Como a música que dá nome ao bloco --"Bésame Mucho" (1940), composta pela mexicana Consuelo Velásquez --, outras famosas canções latinas deram o tom da farra como "Cielito Lindo", "Cariñito", sucessos dos cubanos do Buena Vista Social Club e o atual "hino" latino, Despacito. Mas não faltaram marchinhas brasileiras também, algumas com letras modificadas para o espanhol, além da criatividade local nas fantasias, com muito brilho.

Luciola Villela/UOL
Bloco Bésame Mucho, no Rio: ritmos hispânicos com suinge brasileiro Imagem: Luciola Villela/UOL
A ideia de formar um bloco com ritmos latinos surgiu em um aniversário do mexicano Ezequiel Soto. "Desde que cheguei ao Brasil, conheci outros latinos que tinham esse desejo de fazer um bloco. Começamos com 15 músicos e mais quatro na harmonia. Hoje são 30", explicou um dos fundadores do cortejo, ao lado de Lorena Granja, uruguaia que é porta-estandarte do bloco.

"Também temos brasileiros no bloco, e muita gente nos acompanha porque gosta de ritmos latinos. Gente que, quando viaja para a América Latina e volta, sente saudades das músicas", afirmou Lorena.

A coordenadora do bloco, a carioca Juliana Giglio, explica que os próprios músicos do grupo fazem novos arranjos para as músicas e percussão. "O público sempre gosta da gente, nos acompanha. É muito legal essa diversidade de ritmos", disse.

Nos primeiros anos, o bloco arrastava cerca de 500 foliões. No ano passado, chegou a aproximadamente três mil pessoas. Além da quinta, o bloco desfilará em Santa Teresa a partir das 10h do próximo domingo.

Mas, além de músicos de outros países da América do Sul, o Brasil é representado entre os ritmistas, como a tocadora de surdo Helen Salgado, mineira de Belo Horizonte. "Eu me senti acolhida. É como uma família. Quando cheguei aqui, há três anos, os conheci e fiquei ensaiando um ano para sair no bloco", explicou.

Estrangeiros de fora da América Latina também fazem bonito entre os músicos, como o jornalista americano David Biller, que toca escaleta. "Vivi durante 12 anos no México, Argentina e Chile. O Brasil é o único país que não tem essa influência latina. 'Bésame Mucho' é a única coisa que une a América Latina", analisou.

O italiano Alberto Coralli toca trompete há quatro carnavais com o bloco, que conheceu por meio de outros amigos gringos. "Gosto muito da música latina e também de conhecer outros ritmos. Conheci muitos deles com o bloco", disse o músico, que "fantasiou" toda a barba com glitter dourado. "Depois do Carnaval, vou tirar a barba", acrescentou.

A farra latina do bloco atraiu principalmente outros estrangeiros, como o jornalista americano Blake Schimidt. "Sempre venho visitar amigos no Brasil, onde morei durante cinco anos. Agora moro em Hong Kong. Sinto falta da cultura daqui, da musicalidade", admitiu.

"A designer carioca Carol Schavarosk foi atraída ao bloco por uma saudade da viagem recente que fez a Cuba. "Estou achando maravilhoso. Adoro a música latina, fiz uma viagem recentemente a Cuba e resolvi vir até o bloco", comentou.

A massoterapeuta carioca Carolina Levenin gosta do Bésame Mucho também por ser um bloco tranquilo. "É o segundo Carnaval que saio com eles. Gosto dos blocos pequenos, é melhor para aproveitar. Um dia ainda vou sair tocando xequerê", declarou a jovem.

Outro jornalista que se dividiu no Carnaval entre o trabalho e a folia era o argentino Fernando Duclos, que se sente acolhido no bloco. "Ouvir música latina é igual estar em casa. No Carnaval trabalho, mas me divirto assim que consigo, como aqui. Gosto de dançar, apesar de não saber. Mas é bloco gringo, né", brincou o "hermano".

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