CarnaUOL

Salvador

Em Salvador, filhos de ambulantes são acolhidos em centros de convivência

Gilvan Marques/UOL
Trio de Baby Consuelo causou congestionamento e fim antecipado de shows Imagem: Gilvan Marques/UOL

Helena Martins

Da Agência Brasil

12/02/2018 16h43

Durante o carnaval deste ano, cerca de 350 filhos de ambulantes e catadores de material reciclável, com idades entre zero e 17 anos, estão sendo acolhidos pela Prefeitura de Salvador em centros de convivência. Ao todo, são 400 vagas disponibilizadas, 100 a mais do que em 2017. É o quarto ano em que a política é adotada para combater o trabalho infantil e proteger crianças e adolescentes.

A ação é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), em parceria com o Conselho Tutelar. A titular da SPMJ, Taíssa Gama, explicou que os ambulantes são informados sobre o serviço de acolhimento no momento em que vão buscar os kits de trabalho, após credenciamento. "Então, eles recebem capacitação para o trabalho das cervejarias e nós informamos sobre as ações, para que o trabalho infantil seja erradicado e para que confiem no processo" [de acolhimento], disse.

Crianças e adolescentes são distribuídos de acordo com a faixa etária, em unidades instaladas em quatro escolas municipais. Nesses espaços, eles recebem seis alimentações diárias, banho e programação cultural, entre outros serviços. Em cada centro, há uma equipe de educadores formada por 25 pessoas, de modo que cada profissional fique responsável por até quatro crianças. A SPMJ também informou que psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, educadores e bombeiros participam do acompanhamento.

Os acolhidos podem permanecer nos centros, durante todos os dias da festa, dormindo em quartos separados por idade e sexo, ou apenas em períodos determinados pelos pais. Além do convencimento prévio, a secretaria conta com a ação do Conselho Tutelar nas ruas durante o carnaval. Conselheiros verificam a ocorrência de violações de direitos, promovem encaminhamentos quando necessário e dialogam com os pais sobre a necessidade de proteger os filhos.

"As assistentes sociais da secretaria, junto com o Conselho Tutelar, conversam com os pais e tentam convencer de que o mais seguro é deixar a criança lá", acrescentou. Segundo Taíssa, em uma das abordagens, uma catadora de latinhas trabalhava carregando uma criança de apenas vinte dias. A criança foi levada ao centro, com a concordância da mãe.

Neste ano, foram destinadas 200 vagas para crianças de zero a seis anos, e 200 para aquelas com idades entre sete e 17. A secretaria estima que o número de vagas para a primeira faixa etária deve ser ampliado no ano que vem, "pois temos tido grande procura e as crianças de colo são as que precisam de mais atenção", disse a secretária.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está fechada

Não é possivel enviar comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
UOL Especiais
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Carnaval 2018
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo