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Rio de Janeiro

Mangueira compra briga e transforma desfile em protesto contra Crivella

Bruna Prado/UOL
O prefeito carioca Marcelo Crivella é transformado em Judas no desfile da Mangueira, sobre as palavras: "Prefeito, pecado é não brincar o Carnaval!" Imagem: Bruna Prado/UOL

Rafael Lopes

Colaboração para o UOL, no Rio

12/02/2018 05h44

A Estação Primeira de Mangueira teve, sem dúvidas, o enredo mais comentado e aguardado deste Carnaval. Com a postura inédita de fazer um tema que bata de frente com a administração municipal, a verde e rosa, indignada após o corte de verbas das escolas de samba pelo prefeito Marcelo Crivella, lançou o enredo "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco".

Depois de passar por uma parte mais romântica do enredo, relembrando a história e as tradições de carnavais passados, o desfile da Estação Primeira na madrugada desta segunda partiu para uma crítica frontal à postura do prefeito, citado nominalmente e representado como um boneco de Judas, para ser malhado. Abaixo do boneco, a frase: "Prefeito, pecado é não brincar o Carnaval!" decorava um tripé atrás do penúltimo carro da escola.

No carro, um dos momentos mais políticos da história do Carnaval carioca, o Cristo mendigo censurado de Joãosinho Trinta na Beija-Flor em 1989, também foi transformado em crítica a Crivella, com a frase "Olhai por nós! O prefeito não sabe o que faz". Parte da plateia se juntou ao protesto e gritou "Fora, Crivella".

Completavam a alegoria integrantes de diversos blocos da cidade, que vieram com as fantasias que usam nos desfiles de seus próprios grupos, reforçando o protesto contra a repressão da atual gestão ao Carnaval, com as palavras "Deixa o povo brincar".

Ao final do desfile, o presidente da escola, Chiquinho de Mangueira, contou que o Judas com o rosto do prefeito foi uma decisão criativa do carnavalesco Leandro Vieira, que teve total liberdade. Sobre transformar o desfile em protesto, ele comentou: "Foi a resposta para ele repensar o que fez com o Carnaval. Cometeu a maior injustiça com a maior festa popular do mundo, que é o Carnaval. E a Mangueira se propôs a se rebelar contra isso tudo. E foi isso que você viu aí".

"A Mangueira tem muita coragem para fazer as reivindicações dela", comentou a cantora Alcione, no estúdio da Globo, após passar pela Sapucaí em um dos carros de sua escola do coração. "Levantou a bandeira do samba e passou o recado como só a Mangueira pode fazer".

No lado menos político, a Estação Primeira lembrou tradições como os bate-bolas, foliões mascarados típicos do subúrbio do Rio, presentes na fantasia da bateria; tia Ciata, mãe de santo considerada protetora do samba em seus primórdios; os bailes e os blocos tradicionais, como Cordão do Bola Preta e Cacique de Ramos.

Ponto alto da passagem da Mangueira pela Sapucaí foram as paradonas da bateria dos mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art, bastante longas, que evidenciavam que o público estava com refrão do samba na ponta da língua.

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