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Salvador

Perto de trios, evangélicos festejam e defendem "pluralidade" em Salvador

Gilvan Marques/UOL
Evangélicos se reúnem na Festa Espiritual de Salvador, realizada durante o Carnaval Imagem: Gilvan Marques/UOL

Gilvan Marques

Do UOL, em Salvador

12/02/2018 00h34

Ao lado do barulho de trios e blocos e da badalação de camarotes, evangélicos do Brasil e de outros países da América Latina se reúnem em uma tenda simples durante o Carnaval de Salvador para transmitir, segundo definem, a mensagem de "um contraponto".

Eles promovem a 19ª edição da Festa Espiritual bem no finalzinho do Circuito Barra-Ondina, onde disputam espaço com blocos intensos, carretas imensas e foliões eufóricos.

No lugar de músicas de cunho apelativo, o evento que reúne entre 150 e 200 evangélicos por dia cede lugar às canções gospel, momentos de oração e reflexão. O folião evangélico também canta, dança e pula.

Ao UOL, o pastor da Igreja Batista Elson de Souza, de 54 anos, explicou que a ideia de fazer uma festa do gênero durante o Carnaval de Salvador surgiu de "maneira simples e despretensiosa".

"Depois entendemos que deveríamos convidar outras igrejas. Todos foram se juntando e hoje são dezenas delas", disse Souza, orgulhoso, enquanto cristãos gritavam aos fundos, e em coro: "Jesus, Jesus, Jesus".

"A gente fez esse contraponto porque o Carnaval tem muito essa coisa do físico. O Espiritual não despreza o físico, mas o espiritual se coloca à disposição de algo muito maior, de algo que transcende o externo", justificou.

"O Carnaval de Salvador tem essa pluralidade, e a gente respeita as opções, mas temos uma mensagem, e temos sido respeitados também. A aceitação tem sido muito rica e interessante", ressaltou o pastor.

Mas se engana quem acredita que o Festival se limita apenas aos evangélicos locais. Não. O evento também traz gringos vindos de países como Argentina, Paraguai, Chile, e também da América Central.

Carlos Salenas, de 30 anos, é de Buenos Aires e explica o que levou a estar em Salvador no Carnaval. "Eu sempre tiro férias, mas, desta vez, eu vim [à Bahia] para servir a Jesus, para tirar esse momento e evangelizar, ajudar a outras pessoas", contou ele, em contato com a reportagem do UOL.

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