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Rio de Janeiro

Salgueiro brilha e deve disputar título com Mangueira; Beija-Flor frustra

Anderson Baltar

Colaboração para o UOL, no Rio

13/02/2018 05h32

Em uma noite em que geralmente a campeã é definida, nenhuma escola saiu da Sapucaí com cara de vencedora. Com um desfile consistente e competente em vários quesitos, o Salgueiro largou na frente e se credenciou para disputar o título do Carnaval com a Mangueira. Portela e União da Ilha também fizeram bons desfiles e devem voltar no desfile das campeãs. Já a Beija-Flor decepcionou com um desfile incompreensível e de extremo mau gosto.

A Unidos da Tijuca abriu a segunda noite de desfiles do Grupo Especial disposta a apagar a péssima imagem deixada no último Carnaval, quando um carro alegórico despencou e feriu 12 componentes. Com um enredo sobre Miguel Falabella, a escola do morro do Borel saiu da avenida com a certeza de que sua missão foi cumprida. Com um enredo de fácil leitura e comunicação com o público, a escola fez um desfile animado e leve. A bateria de Mestre Casagrande foi um dos destaques, dando sustentação para o samba.

A Tijuca pecou no visual, com algumas alas de realização simples e alegorias com problemas no acabamento. Apesar disso, deixou boa impressão e satisfez seus componentes, que saíram da avenida com a sensação do dever cumprido.

Campeã de 2017, a Portela levou para a avenida um enredo sobre a viagem de judeus portugueses que saíram de Recife para fundar Nova York. Como de praxe, Rosa Magalhães apostou em um visual requintado nas fantasias para contar a história. Porém, as alegorias da escola pecaram no acabamento e na falta de impacto. De toda forma, a Portela realizou um desfile bastante competente em evolução e canto, com uma boa performance do seu samba. Certamente estará no desfile das campeãs, mas deixou a sensação de que faltou aquele algo mais para brigar pelo bicampeonato.

A União da Ilha do Governador foi a terceira escola a se apresentar. Contando a história da gastronomia brasileira, trouxe alegorias caprichadas e fantasias coloridas. Apesar do belo visual, o grande destaque do desfile foi a bateria de Mestre Ciça, que arrebatou as arquibancadas com várias paradinhas. O samba, apesar de suas limitações, foi bem cantado por seus componentes. A tricolor se credenciou de forma bastante consistente para voltar no desfile as campeãs.

Exaltando as mulheres negras, o Salgueiro trouxe carros alegóricos suntuosos e fantasias luxuosas. Além do belo visual, a vermelho e branca da Tijuca fez um desfile bastante competente, com uma evolução constante e animada. Um dos poucos erros foi notado no carro abre-alas, que desfilou com uma escultura quebrada e poderá ser penalizada pelos jurados. Mesmo sem ter empolgado as arquibancadas o Salgueiro fez um desfile competente e sai da avenida como a escola mais forte da noite para disputar o título com a Mangueira.

A Imperatriz Leopoldinense exaltou os 200 anos do Museu Nacional com um desfile animado e divertido. O bom samba-enredo embalou seus componentes e contou com o auxílio luxuoso da bateria de Mestre Lolo, que mostrou ser uma das melhores do Carnaval Carioca. A escola pecou no acabamento de alegorias. A coroa do carro abre-alas não foi erguida para o topo da alegoria e passou escondida. Em outros carros, falhas na forração eram visíveis. As fantasias também se apresentaram de forma desigual, com algumas alas de concepção mais simples.

Encerrando a noite, a Beija-Flor de Nilópolis, que revolucionou o Carnaval carioca com toda sua suntuosidade desde os tempos de Joãosinho Trinta, escreveu uma página triste em sua história gloriosa, de 13 títulos. Com um enredo incompreensível, fantasias de péssima concepção e acabamento e alegorias com extremo mau gosto, a "Deusa da Passarela" realizou o pior desfile de sua história. Em meio a camisetas de algodão com shorts e meiões de futebol, fantasias esfarrapadas e cenas de mau gosto, como a de um policial baleado e de um aluno atirando em colegas de sala de aula. Um show incompreensível. Resta saber qual será a avaliação dos jurados da Liesa, costumeiramente benevolentes com escolas de peso.

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