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Blocos de rua

Segredo para aproveitar último dia de blocos na 23 foi colar nos trios

Gabriela Fujita

Do UOL, em São Paulo

13/02/2018 17h12

O tempo nublado da terça-feira de Carnaval em São Paulo não desanimou em nada quem foi até a avenida 23 de Maio, na zona sul, para aproveitar o último dia de desfile de trios no ponto de maior concentração de público na cidade em 2018.

Primeiro a entrar na pista, o Bloco dos Invertidos começou a descer às 15h, em parceria com outro bloco paulistano, o Casar Que Nada.

O repertório bem variado, com música baiana, samba enredo, rock e MPB levantou a galera. O segredo foi chegar bem cedo, estratégia para evitar o empurra-empurra e a confusão que chegaram a acontecer no domingo, quando outros grandes blocos passaram pela região.

Na folia há quatro dias, Jacy Bergami, 66, chegou duas horas antes de o bloco começar. Ela já tinha vindo no domingo ao local e não se incomodou com a multidão.

"É muito bom, muita alegria. É a explosão do nosso povo. Nós temos que brincar, porque não precisa pagar nada", ela festeja, vestida de havaiana.

Pela primeira vez na 23 de Maio, Jaciara Benjamin, 27, veio fantasiada de pirata para o Invertidos. Fez tranças coloridas especialmente para o Carnaval. Ela conhecia o bloco já do ano passado e diz que gostava mais quando era na Vila Madalena.

"Eu preferia lá, é muita gente aqui."

Para ficar colada na corda que cerca o trio, ela chegou às 12h30. O plano era ficar até o fim.

Na lista dos dez blocos que fizeram a estreia da avenida neste Carnaval, o Invertidos surpreendeu a comerciante Sandra Rufino, que trouxe dois sobrinhos, Rillary, 22, e Lucas, 14, e não conhecia o bloco. Ficou sabendo do agito na 23 de Maio e veio.

"É bem divertido. Eu estava no interior, em São Bento do Sapucaí. Aqui está dando de dez a zero", ela afirmou.

Os três saíram cedo de Arujá e chegaram por volta de 13h. Também colaram na corda, na parte da frente.

Avó e neta caem no funk

No meio do aperto inevitável, a dona de casa Roselay Miranda, 62, estava com o maior jeito de quem não estava muito a fim de estar ali. Com uma tiara de flores na cabeça, a explicação era a neta de 18 anos, a estudante Beatriz Oliveira, pulando ao seu lado.

"A mãe dela morreu faz oito anos, então ela mora comigo. Eu crio, tive que vir para não deixar sozinha", diz.

E você está aguentando?, pergunta a reportagem. "Não!", ela diz rindo e já caindo no funk, puxada pela neta fantasiada de unicórnio.

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