06/02/2010 - 09h00

Viradouro apresentará a cultura mexicana na Sapucaí

Do UOL, no Rio

Fernando Rabelo/UOL

O temor da gripe suína. Este foi o ponto de partida para a escola de samba Viradouro pensar no México como tema do samba-enredo do Carnaval 2010. “Em junho, houve toda uma celeuma e um clima de caça às bruxas. Deu vontade de mostrar o que há de legal naquele país que estava tão estigmatizado”, conta Júnior Schall, um dos carnavalescos da vermelho e branco.

Edson Pereira, que faz parceria com Schall, já conhecia o México e se debruçou em pesquisas, usando como referência pelos menos 30 livros sobre a história, os costumes e a cultura mexicana.

Para Schall, há diversas semelhanças entre o México e o Brasil, como a dizimação de povos. “Aqui, foram os índios. Lá, os astecas. Ambos foram forçadamente catequizados”, diz Schall, que também cita algumas paixões comuns entre brasileiros e mexicanos: festas, televisão, novelas, futebol, religião e cores fortes.

Serão oito carros alegóricos, com 34 alas, entre 80 e 100 integrantes.

A comissão de frente conta com coreografia de Sérgio Lobato, diretor do Ballet Bolshoi no Brasil, que misturou movimentos do teatro e da dança.

A escola levará à Sapucaí o muralista Diego Rivera, interpretado por Marcos Oliveira, o Beiçola, da série “A Grande Família”, no abre-alas da agremiação. Haverá ainda escultura da artista Frida Kahlo, medindo cerca de quatro metros, reproduções dos murais e diversas paletas de cores.

Um dos carros alegóricos apresentará a tradicional festa dos mortos, com diversas caveiras. “Para os mexicanos é uma celebração à vida. Finados para eles é dia de festa, de renascimento”, disse Schall.

Não faltarão carros com pirâmide, sombreiros e pimentas, representando os sabores acentuados do país. Também haverá um carro sugerindo o mar do Caribe, infestado de piratas e monstros. Para compor o enredo, a ala dos ritmistas desfilará fantasiada de Jack Sparrow, personagem de Johnny Deep no filme “Piratas do Caribe”, tendo como tesouro a pequena Júlia Lira, de 7 anos, rainha de bateria.

Um dos carros abordará a revolução mexicana, liderada por Emiliano Zapata e, para encerrar, o último carro tem como tema a padroeira do México, Nossa Senhora do Guadalupe, sem imagens da santa para não gerar polêmica com a igreja.

 

 

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