15/02/2010 - 02h59

Arte, política e religião mexicana são retratados no desfile da Viradouro

Da Redação

Julio Cesar Guimarães/UOL

Comissão de frente da Viradouro faz referência ao trabalho da artista Frida Kahlo

Comissão de frente da Viradouro faz referência ao trabalho da artista Frida Kahlo

O quarto desfile das escolas de samba realizado pela Unidos da Viradouro trouxe à Sapucaí a história e cultura mexicana. Elementos das culturas inca, asteca e maia, a importância do milho na agricultura, a época de batalhas contra os colonizadores espanhóis, a devoção à Nossa Senhora de Guadalupe e a história dos artistas Frida Kahlo e Diego Rivera foram homenageados e retratados pelos foliões.

A bateria comandada pelo mestre Jorjão teve como rainha Julia Lira, de sete anos, filha de Jorjão, estreando na Sapucaí. Os ritmistas estavam caracterizados como Jack Sparrow, personagem de Johnny Deep no filme "Piratas do Caribe". A bateria da Viradouro, como de costume, fez alguns breques ao longo do desfile, mudando o ritmo de samba para o funk carioca.

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IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
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SALGUEIRO
BEIJA-FLOR

A vida e obra da artista plástica mexicana Frida Kahlo foi o tema da encenação da comissão de frente, intitulado como "Frida Kahlo e Seus Amores". Reproduções de seus quadros com seus famoso retratos foram instalados em painés, que também serviram como cenário para uma apresentação teatral, que retratava o quarto fictício da artista. Passistas dividido em pares simbolizavam cada fase de sua vida e dançaram

O carro abre alas "A Mistura das Raças" trazia dois bonecos caracterizados como Frida Kahlo e Diego Rivera, também artista plástico e amante de Frida. O ator Marcos Oliveira, o Beiçola de “A Grande Família”, interpretou o personagem à frente do carro.

O carro "Sob o signo do sol, resplandece o sagrado" representou o período pré-colombiano, em que reinaram os astecas. A alegoria era toda dourada, com um sol de raios triangulares no centro.

A ala "Cortez, o deus loiro, invasor" representava o conquistador espanhol que destruiu o império inca. Em seguida, vinha o carro "Nas Sombras da Dor, o Invasor", com uma representação de um escorpião de sete metros, que simboliza o espírito traiçoeiro dos colonizadores espanhóis. A ala "Batalhas da Cobiça" também retratou a era de guerras e conflitos entre os povos que habitavam o México contra os espanhóis "em busca do ouro".

As fases de abundância e decadência do milho nas terras mexicanas também foram representadas em alas, como a "Em Meio às Sombas, O Fim da Vida", retratando a época em que o solo foi prejudicado e deixou de ser produtivo.

As embarcações que navegavam em busca de tesouros foi representada no carro "Para o fundo do mar da ambição". Muitos nestes navios acabavam sumindo nas águas do Caribe e criando mitos e lendas sobre os piratas - histórias que, inclusive, influenciaram na criação do roteiro da saga "Piratas do Caribe".

A ala das baianas entrou na avenida toda caracterizada como a santa padroeira do país, Nossa Senhora de Guadalupe, com vestidos de saias azuis, flores coloridas e um esplendor dourado nas cabeças. O carro alegórico que vinha em seguida trazia diversas imagens da santa e um enorme coração vermelho no centro, onde estava a velha guarda da Viradouro.

O último carro alegórico "Temperos de uma Terra de Sabores" perdeu todas as plumas da parte de trás e acabou entrando na Sapucaí sem acabamento.

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