15/02/2010 - 05h46

Beija-Flor encerra o primeiro dia de desfiles com enredo sobre Brasília

Da Redação

Julio Cesar Guimarães/UOL

Mestre-sala e porta-bandeira da escola desfilam na Sapucaí (14/2/2010)

Mestre-sala e porta-bandeira da escola desfilam na Sapucaí (14/2/2010)

O desfile da Beija-Flor de Nilópolis foi o último a ser realizado neste primeiro dia de desfiles da Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro. A escola desenvolveu o enredo "Brilhante ao Sol do Novo Mundo, Brasília do Sonho à Realidade" sobre os 50 anos da capital federal.

Os componentes da comissão de frente estavam vestidos de anjos, com roupas prateadas e asas no formato de Brasília e com mais de 600 lâmpadas para cada fantasia. São os anjos que, segundo a história, alertaram Dom Bosco que haveria uma cidade no centro do Brasil em um sonho. Em um tripé que representou a Catedral de Brasília havia uma componente fantasiada de beija-flor em seu topo, que mais tarde desceria da alegoria para dançar junto com os componentes da comissão de frente no chão.

O abre-alas foi formado por dois carros acoplados que, juntos, tinham 60 metros de comprimento. Bonecos retratando índios, com penas e plumas em azul e branco - as cores da escola de samba - com muito espelho e neon por toda alegoria chamaram a atenção. Uma delas, um índio, que representou o mito Goyás.

VEJA COMO FORAM OS DESFILES DO 1º DIA NO RIO DE JANEIRO

UNIÃO DA ILHA
IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
UNIDOS DA TIJUCA
VIRADOURO
SALGUEIRO
BEIJA-FLOR

A ala "Templos do Deus Sol" retratou as cidades satélites que inspiraram a criação de Brasília. A antiga cidade de Aquetaton, tema de outra ala,  também serviu de inspiração para a construção da capital federal.

A escola teve duas alas das Baianas, ambas homenageando as riquezas de Brasília. A "Minas de Ouro dos Índios Goyas" trouxe componentes vestidas de dourado e vermelho. Já a "Brilhantes Jazigos" havia baianas com vestidos brancos cintilantes.

Uma coroa dourada no carro alegórico "No coração do Brasil, Revoltas e Ressureições" destacou a importância da época imperial para o surgimento de Brasília. A ala "Missão Cruls", nome de uma expedição feita na região que analisou as características geográficas do local, trouxe componentes da escola caracterizados como tamaduás-bandeira, veados campeiro e lobos guará, animais típicos da região.

A ala "JK e Sarah Kubitschek" trouxe foliões organizados em pares, pintados com tinta de cor bronze, como se fossem estátuas vivas, com uma faixa presidencial verde e amarela pendurada no corpo. Sobre o mesmo período de inauguração de Brasília, os componentes da ala "Bossa Nova" carregavam violões e vestiam fantasias repletas de notas musicais.

A ala "A Arte dos Mestres" trouxe foliões vestidos de branco e azul representando os engenheiros e arquitetos que ajudaram a construir a cidade. Logo atrás, veio o carro alegórico com uma estátua de JK de sete metros de altura.

Na ala "Palácio Itamaraty" havia componentes vestidos de prateado com detalhes em azul nas fantasias e a "Luz da Alvorada" veio com foliões vestidos de verde carregando no corpo uma faixa com a frase "Capital da Esperança", que também deu nome ao carro seguinte. As alegorias estavam todas decoradas com as cores da bandeira do Brasil: verde, amarelo, azul e branco, com muito brilho graças às 50 mil pedras acopladas em suas estruturas.

 

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