Após operação, Grande Rio diz que preparativos continuam normalmente

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Polícia cumpre mandados judiciais no Rio Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Anderson Baltar

Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

06/12/2018 16h22

Em mais um capítulo do conturbado período pré-Carnavalesco de 2019, a Acadêmicos do Grande Rio teve sua quadra e barracão como alvos de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público na manhã desta quinta-feira. O presidente de honra da agremiação, Jayder Soares, é acusado de chefiar uma organização criminosa, realizando exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Documentos foram recolhidos e a Justiça ordenou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos envolvidos. Além de Jayder, são alvos de acusação, seu filho Yuri Soares e o sobrinho Leandro Soares.

A escola, que ficou em penúltimo lugar no Carnaval 2018 e salvou-se do rebaixamento graças a uma controvertida virada de mesa, não quis comentar sobre as acusações que envolvem seus mandatários. Em nota divulgada nas redes sociais, a Grande Rio afirma que o fato não atrapalhará seus preparativos para o desfile.

"Acadêmicos do Grande Rio vem trabalhando de forma intensa, tanto na preparação de seus segmentos quanto em suas atividades no barracão e na quadra. Alegorias e fantasias já estão em produção acelerada no barracão da escola, assim como os ensaios de bateria e casal de mestre-sala e porta-bandeira estão acontecendo a todo vapor (...) Com os ensaios já iniciados, a promessa é de um espetáculo de grande impacto para o público, repleto de inovações", informa a agremiação.

Este é o segundo caso que envolve as escolas de samba do Grupo Especial no noticiário policial neste ano. Mês passado, o presidente da Mangueira, Francisco de Carvalho, deputado estadual reeleito, foi preso em decorrência da Operação Furna da Onça.  Dentre as acusações, o recebimento de propina do ex-governador Sérgio Cabral, preso desde 2016. O dinheiro recebido serviria para custear despesas do desfile da Mangueira no Carnaval de 2014.

A Acadêmicos do Grande Rio, administrada pelo grupo de Jayder desde sua fundação, em 1988, notabilizou-se por realizar Carnavais luxuosos e por, ao longo dos anos, ter atraído grandes patrocinadores para o desfile das escolas de samba cariocas. Por sinal, este foi um dos principais motivos apontados para a decisão da Liesa de rever seu rebaixamento. Curiosamente, há 15 dias, a escola anunciou que não promoverá mais o seu camarote na avenida, há muitos anos localizado entre os setores 3 e 5. O motivo alegado foi a fuga de patrocinadores.

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